EAD No Processo de Formação de Tutores

sábado, 11 de agosto de 2012

O Papel do aluno na EAD



O objetivo desta apresentação é de mostrar o papel do aluno na EAD e as principais posturas que ele deve tomar para que se tenha sucesso nesta modalidade de aprendizagem.

Em qualquer modalidade de estudo a dedicação do aluno é fundamental para que seu aprendizado tenha sucesso. No cenário da educação a distância a disciplina, a organização do tempo e das ideias podem ser a chave para uma aprendizagem consciente sem muitas supresas como perda de horário de entrega das atividades, dos chats tira-dúvidas.

Além da regularidade com os estudos, o discente deve ter também algumas aptidões como um pouco de conhecimento sobre os aplicativos mais usados em ambiente Windows. Deve-se também estar atento as exigências do sistema EAD e tentar ser o mais autônomo possível para que sua aprendizagem seja mais rápida.

Organizando o tempo

Para um aluno de modalidade EAD a administração do tempo pode garantir uma aprendizagem eficaz das disciplinas. Ao gerenciar quanto tempo ele vai dedicar para as disciplinas, ele descobre qual delas merece uma atenção especial, isto é, qual delas ele precisa se dedicar mais sendo essa aquela que ele tem menos desenvoltura, e também vai ter a oportunidade de concluir as atividades das outras matérias com mais rapidez já que o tempo dedicado para elas foi de acordo com a sua competência.

Quanto aos estudos, o aluno deve estar atento a organização do seu material de estudo e também dos seus arquivos. Um estudo bem assistido das suas atividades, torna a aprendizagem mais fácil e prática no seu ambiente de estudo que foi reservado para o determinado horário.

As dúvidas devem ser enumeradas para que não se perca a origem delas. A solução delas será bastante valiosa para ter uma aprendizagem aperfeiçoada, envitando que elas se acomulem e não caiam em esquecimento, prejudicando assim, o aprendizado.

Autonomia e disciplina

As condições do ambiente de estudo também favorecem a um bom controle do tempo se não houver interrupções durante os estudos. Assim, o tempo que foi dedicado para aquela atividade será utilizado integralmente o que consolida o aprendizado e também traz a satisfação de estar conseguindo estudar de modo correto.

Como complemento da organização do tempo a disciplina também assume um papel importante no processo de aprendizagem do aluno EAD. Com ela ele conquista uma autonomia que ajuda muito na hora de selecionar fontes de pesquisa e passa a ser construtor do seu próprio conhecimento.

Ao buscar informações, juntá-las, organizá-las e fazer resumo das pesquisas o aluno começa a atuar definitivamente como membro dessa nova modalildade e o mais importante: Passa ter consciência das suas atribuições quanto aluno EAD, passa a ver que essa modalidade não é uma modalidade fácil pelo fato de ser a distância.

Todas atividades devem ser postadas no ambiente virtual de aprendizagem a fim de atrair comentários que vão contribuir com o aprendizado de todo o grupo que está envolvido nesta modalidade de aprendizagem. Esse procedimento pode ser feito com uso das ferramentas disponíveis no ambiente como: chat, fórum e café digital.

Cabe também ao aluno EAD ajudar os colegas a buscar soluções para suas dúvidas que são postadas nos fóruns. Uma dúvida sanada pode servir para muitos alunos bem como pode-se aprender também. Se se posta uma resposta dúbia, e nesse caso, o aluno será alertado pelo professor e enfim as dúvidas serão tiradas.

Conhecimento específico em informática

Nem sempre quando se tem consciência de todas as atribuições é possível ter um bom desempenho na modalidade de aprendizagem a distância. Deve-se também estar atento ao fato de que a principal ferramenta é o computador e o meio de comunicação é a internet. Por isso é necessário que o aluno tenha um conhecimento das principais ferramentas de processamento de textos, envio e recebimento de e-mails e também habilidades com pelo menos dois tipos de navegadores. Esses aplicativos são muito usados na plataforma mais usada no mercado para usuários domésticos e são de uso intuitivo, então atender esses requisitos também é fundamental para que o aluno não perca nenhuma atividade que seja disponibilizada no seu ambiente virtual de aprendizagem (desenvolva suas atividades no ambiente virtual de aprendizagem).

Portanto deve-se tem em mente que um curso nessa modalidade não é uma forma fácil de estudos que se pode fazer de qualquer forma em qualquer lugar. Deve-se pensar que a EAD é uma forma mais confortável, cômoda e, embora não pareça, bem eficaz.

O aluno que segue as regras definidas por ele e pelos tutores tem no final do seu curso um conhecimento muito vasto porque ele foi o pesquisador, o questionador, o criador e dessa forma conseguiu ao longo do curso fundamentar todas suas opiniões referentes a vários assuntos. O que parece óbvio referente ao papel do aluno na EAD é o que deve ser mais falado: Precisa-se sim de dedicação, leitura, habilidade com as novas

tecnologias, tempo, autonomia e vontade para percorrer um caminho cujo o professor na entrada diz: Este é o caminho, te contro no final dele com o teu diploma.

Relacionamento com os outros alunos

A interação é um dos fatores determinantes para que o aluno não fique desmotivado em relação ao seu curso, é importante para os discentes saberem que não estão sozinhos, e que suas atividades, comentários estão sendo analisados por um tutor ou pelos outros colegas da modalidade. Esse o sentimento de abandono é uma das causas de maiores desistências dessa modalidade de aprendizagem, por isso o aluno deve estar atento.

Para evitar a solidão o aluno deve também estabelecer/criar laços de amizade durante as aulas presenciais para que ele possa formar grupos de estudo e assim ter confiança para trocar informações sem receios. Muitos exemplos podem não parecer regras, mas são importantes na contribuição da motivação.

Referências

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO. Unidade Acadêmica de edcuação a distância e tecnologia. TEDESCO, Patrícia; SILVA, Ivanda; SANTOS, Marizete. Tecnologia aplicada à educação a distância: 2010 volume 2

MOORE, Michel; KEARSLEY, Greg. Educação a distância: uma visão integrada. 2ª ed. Cengage Learning. Brasil: 2008. 418 p.

Questionário


Reflita nas perguntas abixo e dê o seu comentário



1)  O que o motivou a fazer um curso a distância?

  1. (  ) Curiosidade pela nova modalidade
  2. (  ) Uso das tecnologias na educação
  3. (  ) Relação educativa não direta com o professor
  4. (  ) Complementar conhecimentos



2)  Quais das seguintes habilidades você possui para estudar no ambiente de aprendizagem?

  1. (  ) Autodeterminação
  2. (  ) Seleção/direção/coesão
  3. (  ) Capacidade de tomar decisões
  4. (  ) Tecnológicas



3)  Como é sua relação com o tutor do seu curso, essa interação é:

  1. (  ) Ótima
  2. (  ) Boa
  3. (  ) Regular
  4. (  ) Fraca



4)  Qual tecnologia é mais utilizada por você na interação com o seu tutor?

  1. (  ) Correio eletrônico
  2. (  ) Mensagens instantâneas
  3. (  ) Telefone
  4. (  ) Fórum








Idéias do Blog

Conhecer a prática pedagógica e montagem do ambiente virtual de aprendizagem avaliando a produção de material didático, [bem como,] produzir reflexões sobre o ato de mediação dessa prática em EAD”.
Para a "criação o uso do blog como recurso didático", e utilização de um mesmo como ferramenta de pesquisa e trabalho colaborativo entre alunos do Curso de Especialização em EaD.

Tutores em EAD

I - Professor e Tutor
A ligação aluno-professor ainda é, no imaginário pedagógico, uma dominante, o que torna a tutoria um ponto-chave em um sistema de ensino a distância (Maia, 1998, apud Niskier, 1999:391).
A tutoria como método nasceu no século XV na universidade, onde foi usada como orientação de caráter religioso aos estudantes, com o objetivo de infundir a fé e a conduta moral. Posteriormente, no século XX, o tutor assumiu o papel de orientador e acompanhante dos trabalhos acadêmicos, e é com este mesmo sentido que incorporou aos atuais programas de educação a distância (Sá, 1998). 
A idéia de guia é a que aparece com maior força na definição da tarefa do tutor. Podemos definir tutor como o “guia, protetor ou defensor de alguém em qualquer aspecto”, enquanto o professor é alguém que “ensina qualquer coisa” (Litwin, 2001:93). A palavra professor procede da palavra “professore”, que significa “aquele que ensina ou professa um saber” (Alves; Nova, 2003).
      Na perspectiva tradicional da educação a distância, era comum sustentar a idéia de que o tutor dirigia, orientava, apoiava a aprendizagem dos alunos, mas não ensinava. Assumiu-se a noção de que eram os materiais que ensinavam e o lugar do tutor passou a ser o de um “acompanhante” funcional para o sistema. O lugar do ensino assim definido ficava a cargo dos materiais, “pacotes” auto-suficientes seqüenciados e pautados, que finalizava com uma avaliação semelhante em sua concepção de ensino (Litwin, 2001).
      Pensava-se desta forma quando “ensinar” era sinônimo de transmitir informações, ou de estimular o aparecimento de determinadas condutas.  Nesse contexto, a tarefa do tutor consistia em assegurar o cumprimento dos objetivos, servindo de apoio ao programa (Litwin, 2001).
Edith Litwin (2001:99) destaca ainda que quem é um bom docente será também um bom tutor. Um bom docente “cria propostas de atividades para a reflexão, apóia sua resolução, sugere fontes de informação alternativas, oferece explicações, facilita os processos de compreensão; isto é, guia, orienta, apóia, e nisso consiste o seu ensino”. Da mesma forma, o bom tutor deve promover a realização de atividades e apoiar sua resolução, e não apenas mostrar a resposta correta; oferecer novas fontes de informação e favorecer sua compreensão. “Guiar, orientar, apoiar” devem se referir à promoção de uma compreensão profunda, e estes atos são responsabilidade tanto do docente no ambiente presencial como do tutor na modalidade a distância.
De maneira geral, os conhecimentos necessários ao tutor não são diferentes dos que precisa ter um bom docente. Este necessita entender a estrutura do assunto que ensina, os princípios da sua organização conceitual e os princípios das novas idéias produtoras de conhecimento na área. Sua formação teórica sobre o âmbito pedagógico-didático deverá ser atualizada com a formação na prática dos espaços tutoriais.
Shulman (1995, apud Litwin, 2001:103) sustenta que o saber básico de um docente inclui pelo menos:
  • conhecimento do conteúdo;
  • conhecimento pedagógico de tipo real, especialmente no que diz respeito às estratégias e à organização da classe;
  • conhecimento curricular;
  • conhecimento pedagógico acerca do conteúdo;
  • conhecimento sobre os contextos educacionais; e
  • conhecimento das finalidades, dos propósitos e dos valores educativos e de suas raízes históricas e filosóficas.
            O ensino a distância difere completamente, em sua organização e desenvolvimento, do mesmo tipo de curso oferecido de forma presencial. No ensino a distância, a tecnologia está sempre presente e exigindo uma nova postura de ambos, professores e alunos (Alves; Nova, 2003).
Para que um curso seja veiculado a distância, mediado pelas novas tecnologias, é preciso contar com uma infra-estrutura organizacional complexa (técnica, pedagógica e administrativa). O ensino a distância requer a formação de uma equipe que trabalhará para desenvolver cada curso, e definir a natureza do ambiente online em que será criado (Alves; Nova, 2003).
A diferença entre o docente e o tutor é institucional, que leva a conseqüências pedagógicas importantes. As intervenções do tutor na educação a distância, demarcadas em um quadro institucional diferente distinguem-se em função de três dimensões de análise (Litwin, 2001:102), conforme está na seqüência.
  • Tempo – o tutor deverá ter a habilidade de aproveitar bem seu tempo, sempre escasso. Ao contrário do docente, o tutor não sabe se o aluno assistirá à próxima tutoria ou se voltará a entrar em contato para consultá-lo; por esse motivo aumentam o compromisso e o risco da sua tarefa.
  • Oportunidade – em uma situação presencial, o docente sabe que o aluno retornará; que caso este não encontre uma resposta que o satisfaça, perguntará de novo ao docente ou a seus colegas. Entretanto, o tutor não tem essa certeza. Tem de oferecer a resposta específica quando tem a oportunidade de fazer isso, porque não sabe se voltará a ter.
  • Risco – aparece como conseqüência de privilegiar a dimensão tempo e de não aproveitar as oportunidades. O risco consiste em permitir que os alunos sigam com uma compreensão parcial, que pode se converter em uma construção errônea sem que o tutor tenha a oportunidade de adverti-lo. “O tutor deve aproveitar a oportunidade para o aprofundamento do tema e promover processos de reconstrução, começando por assinalar uma contradição” (idem).
Tais conhecimentos dos docentes em geral nos conduzem à situação específica dos saberes requeridos ao tutor da EaD. Nestes ambientes, os contextos educacionais assumem um valor especial, que requerem do tutor uma análise fluida, rica e flexível de cada situação, vista sob o ângulo do tempo, oportunidade e risco, que imprimem as condições institucionais da EaD.
Iranita Sá (1998) faz um paralelo entre as várias diferenças entre as funções do professor convencional e o do tutor nos ambientes de EaD (Tabela I). A atual tendência de caracterização dos professores de ambientes de EaD é a de reprodutora do docente tradicional ou como um suposto tutor, cuja função se limita a auxiliar na aprendizagem, sem nenhuma identidade específica.    
Vários estudos comprovam que os professores nos ambientes de EaD tendem a reproduzir suas práticas como se estivessem em uma sala de aula convencional, esquecendo das peculiaridades desses ambientes. Em uma pesquisa realizada por Cerny e Erny (2001, apud Alves; Nova, 2003), com alunos e professores do Curso de Especialização a Distância em Marketing, da Universidade Federal de Santa Catarina, o qual utilizou a Internet como mídia principal, os pesquisadores constataram que os alunos preferiam as atividades individuais, enquanto os professores preferiram as atividades de fixação. A atividade mais rejeitada pelos alunos foi o chat, considerado improdutivo e desorganizado.
                Tabela I – Paralelo entre as Funções do Professor e do Tutor
    EDUCAÇÃO PRESENCIAL                  EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Conduzida pelo Professor Acompanhada pelo tutor
Predomínio de exposições o tempo inteiro Atendimento ao aluno, em consultas individualizadas ou em grupo, em situações em que o tutor mais ouve do que fala
Processo centrado no professor Processo centrado no aluno
Processo como fonte central de informação Diversificadas fontes de informações (material impresso e multimeios)
Convivência, em um mesmo ambiente físico, de professores e alunos, o tempo inteiro Interatividade entre aluno e tutor, sob outras formas, não descartada a ocasião para os “momentos presenciais”
Ritmo de processo ditado pelo professor Ritmo determinado pelo aluno dentro de seus próprios parâmetros
Contato face a face entre professor e aluno Múltiplas formas de contato, incluída a ocasional face a face
Elaboração, controle e correção das avaliações pelo professor Avaliação de acordo com parâmetros definidos, em comum acordo, pelo tutor e pelo aluno
Atendimento, pelo professor, nos rígidos horários de orientação e sala de aula Atendimento pelo tutor, com flexíveis horários, lugares distintos e meios diversos
Fonte: Sá, Iranita. Educação a Distância: Processo Contínuo de Inclusão Social.Fortaleza,CEC, 1998:47.
Neste contexto, pode-se redefinir o papel do professor: “mais do que ensinar, trata-se de fazer aprender (...), concentrando-se na criação, na gestão e na regulação das situações de aprendizagem” (Perrenoud, 2000:139). O professor-tutor atua como mediador, facilitador, incentivador, investigador do conhecimento, da própria prática e da aprendizagem individual e grupal (Almeida, 2001).
            O novo papel do professor-tutor precisa ser repensado para que não se  reproduzam nos atuais ambientes de educação a distância concepções tradicionais das figuras do professor/aluno. Pierre Lévy (2000) faz uma reflexão sobre interação, novas linguagens e instrumentos de mediação. 
É preciso superar a postura ainda existente do professor transmissor de conhecimentos. Passando, sim, a ser aquele que imprime a direção que leva à apropriação do conhecimento que se dá na interação. Interação entre aluno/aluno e aluno/professor, valorizando-se o trabalho de parceria cognitiva;....elaborando-se situações pedagógicas onde as diversas linguagens estejam presentes. As linguagens são, na verdade, o instrumento fundamental de mediação, as ferramentas reguladoras da própria atividade e do pensamento dos sujeitos envolvidos (http://www.sesc.org.br).
O papel do professor como repassador de informações deu lugar a um agente organizador, dinamizador e orientador da construção do conhecimento do aluno e até da sua auto-aprendizagem. Sua importância é potencializada e sua responsabilidade social aumentada. “Seu lugar de saber seria o do saber humano e não o do saber informações” (Alves; Nova, 2003:19), sendo a comunicação mais importante do que a informação. Sua função não é passar conteúdo, mas orientar a construção do conhecimento pelo aluno.
Hanna (apud Alves; Nova, 2003:37) apresenta algumas sugestões para o professor que deseja iniciar algum curso a distância. Sugere que, logo no início, ele deve:
  • conhecer sua fundamentação pedagógica;
  • determinar sua filosofia de ensino e aprendizagem;
  • ser parte de uma equipe de trabalho com diversas especialidades;
  • desenvolver habilidades para o ensino online;
  • conhecer seus aprendizes;
  • conhecer o ambiente online;
  • aprender sobre os recursos tecnológicos;
  • criar múltiplos espaços de trabalho, de interação e socialização;
  • estabelecer o tamanho de classe desejável;
  • criar relacionamentos pessoais online;
  • desenvolver comunidades de aprendizagem;
  • definir as regras vigentes para as aulas online; e
  • esclarecer suas expectativas sobre os papéis dos aprendizes.  
Para exercer competentemente estas funções, necessita de formação especializada. Hoje, a idéia da formação permanente vigora para todas as profissões, mas especialmente para os profissionais da educação. “O tutor se encontra diante de uma tarefa desafiadora e complexa” (Litwin, 2001:103). O bom desempenho desses profissionais repousa sobre a crença de que “só ensina quem aprende”, o alicerce do construtivismo pedagógico (Grossi; Bordin,1992).
“Exige-se mais do tutor de que de cem professores convencionais” (Sá, 1998:46), pois este necessita ter uma excelente formação acadêmica e pessoal. Na formação acadêmica, pressupõem-se capacidade intelectual e domínio da matéria, destacando-se as técnicas metodológicas e didáticas. Além disso, deve conhecer com profundidade os assuntos relacionados com a matéria e área profissional em foco. A habilidade para planejar, acompanhar e avaliar atividades, bem como motivar o aluno para o estudo, também são relevantes. Na formação pessoal, deve ser capaz de lidar com o heterogêneo quadro de alunos e ser possuidor de atributos psicológicos e éticos: maturidade emocional, empatia com os alunos, habilidade de mediar questões, liderança, cordialidade e, especialmente, a capacidade de ouvir.
Segundo o Livro Verde (SocInfo, 2000), para que o ensino a distância alcance o potencial de vantagem que pode oferecer, é preciso investir no aperfeiçoamento do tutor e, sobretudo, regulamentar a atividade, além de definir e acompanhar indicadores de qualidade (Alves; Nova, 2003). Neste sentido, sugere algumas iniciativas:
  • alfabetização digital - em todos os níveis de ensino, através da renovação curricular para todas as áreas de especialização, de cursos complementares e de extensão;
  • geração de conhecimentos -  voltado para a pós-graduação; e
  • aplicação da tecnologia da informação e comunicação - desde o nível médio, especialmente nas áreas próximas das novas tecnologias.
As instituições de EaD devem ter a preocupação de formar o tutor através de cursos de capacitação  e averiguar o seu desempenho. É importante que se ofereçam permanentemente cursos preparatórios, para que conheçam o funcionamento dessa modalidade de ensino. Além de proporcionar aos docentes capacitação sobre as técnicas de EaD, deve-se realizar práticas de tutoriais para ampliar os temas de estudo.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, Fernando José et al. Educação a Distância: Formação de Professores
em Ambientes Virtuais e Colaborativos de Aprendizagem. São Paulo, Projeto NAVE, 2001.
ALVES, Lynn; NOVA, Cristiane. Educação a Distância: Uma Nova Concepção de
Aprendizagem e Interatividade. São Paulo, Futura, 2003.
GROSSI, E. P. & BORDIN, J. (org.) Paixão de Aprender. Petrópolis: Vozes, 1992.
GUTIÉRREZ, F. & PIETRO, D. A Mediação Pedagógica: Educação a Distância
Alternativa. Campinas, Papirus, 1994.
LÉVY, Pierre.(2000) Educação e Cibercultura. In http://www.sescsp.org.br. Acesso em Ago/2003.  
LITWIN, Edith (org). Educação a Distância: Temas para Debate de uma Nova
Agenda Educativa. Porto Alegre, Artmed, 2001.
MAIA, Carmem. Guia Brasileiro de Educação a Distância. São Paulo, Esfera, 2002.
NISKIER, Arnaldo. Educação a Distância: A Tecnologia da Esperança. São Paulo,
Loyola, 1999.
PALLOFF, Rena; PRATT, Keith. Construindo Comunidades de Aprendizagem no
Ciberespaço. Porto Alegre, Artmed, 2002.
PERRENOUD, Philippe. “Construindo Competências”. In Revista Fala Mestre!
            Setembro de 2000.
SÁ, Iranita M. A. Educação a Distância: Processo Contínuo de Inclusão Social.
Fortaleza, C.E.C., 1998.
SOCINFO. Ministério da Ciência e Tecnologia. Programa Sociedade da